O desporto rei move massas pelo espectáculo em si. Como qualquer paixão desportiva é daquelas coisas que tem tanta lógica como o José Sócrates continuar a fazer as burradas que faz e ninguém o mandar p’ó… um daqueles tachos que todos eles arranjam quando já ninguém os quer em Portugal, mas que apaixona e mexe connosco mexe.
Este ano nem sequer acompanhava os jogos porque o meu clube do coração, o Sporting, não tem dado uma para a caixa e para tristezas já bastam as do dia-pois-dia
Felizmente houve algo que me fez voltar a falar de e a ver futebol, o clube da minha terrinha – o Sporting Clube de Braga.

Ontem vi um jogo fabuloso. Cheio de entrega, com um aproveitamento táctico da equipa exemplar e com uma humildade característica das gentes do Norte. Como é bom ver um “clube de trocos” a lutar taco-a-taco com os endinheirados do futebol português. Como é triste ver as rasteiras que andam a passar aos pobres… Como se não bastasse a palhaçada que foram os castigos aplicados ao Vandinho (a pura da coincidência do castigo de 3 meses passado 2 meses depois do acto – que ninguém pode afirmar com certeza que viu- a um jogador que era único na posição devido à lesão do titular) e a Mossoró (andava a marcar muitos golos…) e a da afirmação do Sr. Jorge Jesus a colocar a pressão no Braga quando eles (Benfica) têm um jogo a mais, deparo-me com a marcação de uma grande penalidade inexistente e a expulsão do jogador logo aos 15 minutos de jogo.
Por favor, deixem jogar o Braguinha…
Futebol – Braga
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A simplicidade é um tesouro infinito
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Onde andas JV?
Desde os tempos do secundário que seguia amiúde as crónicas do Fala Barato e posteriormente o Cavaco e O Moralista, que se tornaram leituras assíduas no 6º CZ (a maior parte delas na casa-de-banho certo, mas eram tempos bem passados
).
O José Vilhena era a salvação para os jovens que procuravam algo nos quiosques além das Tânias e das Ginas e cultivavam um humor… ordinário. No fundo não eram mais do que umas revistas com o fundo vermelho, umas senhoras voluptuosas na capa, uma crítica política acutilante (parece que noutros tempos lhe valeu uns problemas com a PIDE) e um escape para o quadradismo satírico/humorístico que se vivia naquele tempo.
O Portuga presenteou-me com um cartoon actual:

Venham mais destes que eu gosto
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Et voilà…
LOLÃO
Claro está que eu, enfiado deste lado do equador, só apanho destas coisas três ou quatro meses depois do pessoal.
Eu também sou destes, emigra entenda-se
, mas vejo os filmes legendados e sei o que quer dizer “Back to you, fuckers”
FABULOSO!
Agradecimentos ao Tuga que, mais uma vez, me pôs a rir que nem um perdido.
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Acabou o CAN… pelo menos para Angola
Pois é, Angola foi eliminada nos quartos-de-final da prova máxima do futebol africano por 0-1 frente à selecção do Gana. Mas já cá volto.
A última etapa da série de grupos trouxe poucas novidades, exceptuando o apuramento da Zâmbia e a eliminação das selecções do Mali e Tunísia. Assim, ficaram apuradas as seguintes selecções e escaladas nos jogos:
– Angola x Gana;
– Costa do Marfim x Argélia;
– Egipto x Camarões;
– Zâmbia x Nigéria
Os dois primeiros jogos realizaram-se ontem, dia 24, e deixaram-me triste.
Se a eliminação de Angola foi desmoralizante, o jogo entre Costa do Marfim e Argélia foi revoltante.
Angola apresentou-se com uma equipa bastante nervosa e com elementos chave lesionados ou em baixa condição física, como foi o caso de Flávio, Djalma, Zuela ou Stélvio. Manucho Gonçalves falhou em ocasiões chave e toda a equipa acusou a responsabilidade de levar às costas toda a nação organizadora do CAN e inverter o resultado desfavorável após um golo sofrido cedo, aos 16 minutos. Por outro lado, a selecção do Gana conseguiu conter o pendor ofensivo angolano e ainda teve hipótese de aumentar a conta nos minutos finais. Fiquei triste com a falta de resposta da selecção ao golo e ao apoio de toda uma nação.
No outro jogo realizado assistiu-se a um grande espectáculo de futebol, pautado por erros de arbitragem grosseiros. Logo no início assisti a uma entrada por trás sobre o Drogba dentro da grande área que nem deu direito a canto, nem a amarelo ao jogador (que não o mereceria), nem nada. Ficou-se numa situação em que ninguém percebeu o que é que a equipa de arbitragem viu. Nos últimos minutos do prolongamento um golo anulado à Costa do Marfim, que daria o empate e respectivas marcas de grande penalidades, quando havia dois jogadores argelinos a colocar o avançado em jogo. A equipa argelina, com um futebol calculista e um esquema táctico bem montado, demonstrou que o sangue frio magrebino dá cartas no futebol africano. A Costa do Marfim jogou melhor? A Costa do Marfim merecia passar? A Costa do Marfim tinha mais beleza para dar às fases seguintes do CAN? Para mim sim, mas não chegou…
Venham mais jogos destes, mas que para a próxima tenham um resultado positivo para as equipas mais abertas e que jogam um futebol mais bonito s.f.f.
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Continua o CAN
Angola apurou-se em primeiro lugar do grupo num empate a zero bolas com a Argélia e defrontará o Gana. A Argélia ficou em segundo lugar e jogará com a Costa do Marfim, a primeira equipa a apurar-se para os quartos-de-final da competição. De fora ficam Malawi, Burkina Faso e Mali. Esta última apresentou uma queixa formal à CAF devido ao resultado do jogo Angola-Argélia que dizem ter sido combinado.
Confesso que fiquei bastante desiludido com o nível do jogo (principalmente a 2ª parte), mas tenho a certeza que quem foi ver o jogo ao estádio terá ficado muito mais desiludido por ver quase 45 minutos de “passa a outro e às vezes ao mesmo, outro passe, perde a bola… a equipa contrário faz o mesmo jogo: passe, não passa do meio-campo, perde a bola…”.
O Egipto também já se apurou e a Nigéria, com 3 pontos após a vitória sobre o Benin, deve garantir hoje a passagem aos quartos frente a Moçambique.O Gabão lidera o Grupo D e os Camarões devem carimbar amanhã a sua passagem à etapa seguinte. Mas isso já não interessa a ninguém
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Chovendo
Às 4 da matina começou a cair uma chuvada em Luanda. A cidade amanheceu… bom, não amanheceu. Estradas quase sem carros, pessoal sem ir trabalhar e a cidade quase parada.
Eu amanheci assim:
Tranquilo!
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Afinal…!?
Este artigo foi publicado no Jornal de Angola do passado Sábado, dia 09 do corrente.
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Muito se diz da qualidade do jornalismo realizado em todo o mundo. Cada vez mais se encontra “lixo” mesmo em jornais ditos de qualidade e nos desiludimos com as reportagens que alguns regurgitam para gáudio dos abutres ávidos por desgraças.
Em Luanda só circula um jornal diário, o Jornal de Angola, e a qualidade dos artigos de certos “iluminados da comunicação” deixa muitas vezes transparecer a cor política, bem como a qualidade das avaliações que estes ditos intelectuais conseguem traduzir, que roça o nulo.
Este é um artigo sobre um filme, mas poderia ser sobre a catástrofe no Haiti ou o jogo da Costa do Marfim contra o Gana. Para quem viu o filme eu gostaria de deixar um desafio: tentem encontrar as semelhanças. É que é tanta baboseira que eu fiquei mesmo a pensar que vi outro filme. Já para não falar no título da foto…
Haja paciência!
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CAN 2010 – Resumo da 1ª volta

Acabou ontem a 1ª volta da Fase de Grupos do COCAN 2010 com 2 jogos realizados no belíssimo Estádio da Tundavala, na bela cidade do Lubango.
O campeonato iniciou-se de forma abrupta com a selecção angolana a perder-se no campo de futebol e, ao encontrar-se a vencer por 4-0 a selecção do Mali, facto que ninguém pensava poder acontecer contra a forte selecção do Mali que há menos de um ano venceu Angola pelos mesmos 4-0, se deixou empatar em pouco mais de dez (10!) minutos de jogo. Ficou a nação de boca aberta por dois dias. Contudo, é de salutar os setenta e tal minutos de jogo realizados por Angola onde demonstrou um futebol organizado, fluído e bastante superior ao que alguma vez se esperaria anulando completamente as acções da equipa maliana. Um empate com o sabor amargo da derrota.
Do outro jogo do grupo surgiu uma das surpresa desta primeira fase: a equipa malawi derrotou os teoricamente mais fortes argelinos por contundente 3-0. A Argélia apresentou no Estádio 11 de Novembro em Luanda, perante uma audiência quase nula, uma equipa partida, tecnicamente débil e sem qualquer fio de jogo.
No Grupo B em Cabinda realizou-se apenas um jogo no Estádio do Chiazi, após o afastamento da selecção do Togo obrigada a regressar ao país de origem pelo presidente do mesmo após o atentado. O Burkina Faso – Costa do Marfim resultou num empate a zero. O Burkina Faso, treinado pelo português Paulo Duarte, conseguiu controlar o ímpeto ofensivo da poderosa equipa da Costa do Marfim que, com jogadores como Drogba e Koné, metralhou a defesa contrária sem consequências. Acho que ficou por marcar um penalti logo no início do jogo sobre o Drogba, mas no final o resultado foi justo. Fica agora por ver a também poderosa selecção do Gana. Este seria o grupo da morte não fora a retirada do Togo que ainda quis voltar à taça mas viu os seus intentos negados pela CAF.
No Grupo C jogaram as equipas do Egipto, Moçambique, Benin e Nigéria no Estádio de Ombaka em Benguela. O jogo “chave” foi o Nigéria – Egipto, o actual campeão africano. As super águias começaram melhor marcando cedo, mas também cedo perderam o domínio do jogo e foram encostadas às cordas pelo Egipto. A selecção norte-africana provou porque é a defensora do título e mostrou como se ganha um jogo de futebol a este nível: pressionou, marcou até estar a ganhar, fez futebol de contenção retendo a bola o máximo possível e voltou a marcar em contra-ataque. É seguramente uma candidata ao título. No outro jogo Moçambique conseguiu uma “vitória” ao empatar com a selecção do Benin, claramente mais forte e organizada mas que se deslumbrou cedo demais.
Por fim o Grupo D com as equipas dos Camarões, Gabão, Zâmbia e Tunísia. Não tive oportunidade de ver o jogo Camarões – Gabão onde se verificou mais uma surpresa, a derrota de Eto’o e companheiros frente ao Gabão por 0-1. No outro jogo o resultado também não foi o que se esperaria com a selecção tunisina a demonstrar claras dificuldades de contenção do futebol zambiano a meio-campo e a consentir um empate. De ressalvar a presença dos vizinhos da Zâmbia que se deslocaram em peso ao estádio para realizar uma bela festa.
E foi assim…
Mais notícias aqui… e “Aqui em Angola o mambo é assim, sou palanca negra até ao fim”. Boa sorte para hoje.
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Da liberdade
Quando acontece um atentado num país organizador dum evento desportivo onde falecem dois elementos duma das comitivas visitantes e mais uns quantos são feridos, dois dos quais são atletas, numa emboscada em que estiveram debaixo de fogo de metralhadora durante quinze minutos (dados maioritariamente adquiridos em agências estrangeiras) e na rádio durante o dia inteiro quase não se houve falar do assunto…
Tudo a bem de… qualquer coisa.
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