Do linguajar

Das coisas mais notórias por cá é a forma como os expatriados, neste caso os portugueses, alteram a sua maneira de falar.
Se para mim um lisboeta a dizer mais palavrões do que eu é hilariante, também o é a forma como falamos de coisas que na terra mãe teríamos vergonha de abordar em público.
Ora atentem a esta: diarreia. Palavra feia, que cria rubor na face dos mais extrovertidos e por terras de D. Sebastião é relativa a um esfíncter fraco ou a um infortúnio na escolha do restaurante (maldito, que lhe havia de entrar um ninja da ASAE pelas traseiras e enfiar-lhe laxante na garrafita de vinho que ele guarda no frigorífico).
Pois por cá a palavra diarreia é tão comum como enxaqueca (que por cá não se usa) ou insónia (engraçado, cá também não consta do léxico) ou stress (esta nem falo). Por vezes damos por nós a comentar em grupo estas coisas, mas hoje lembrei-me nesta situação:
Eu – Então, como é que o trabalho está a andar?
X – Está a correr tudo bem.
Eu – Pela cara da Y não deve estar tudo bem…
X – Ah, deve ser da diarreia que ela tem faz 2 dias.
Y – Não, não. Diarreia já passou. Hoje é mesmo sono. (aí já esboçou um sorriso)

Às 7 da matina só pode dar mesmo para rir.

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